Cine Cultura recebe 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Mostra

O Cine Cultura recebe, de 14 a 19 de dezembro, a 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Criada em 2006, a Mostra chega à sua sétima edição presente nas 26 capitais estaduais brasileiras e no Distrito Federal. A programação conta com um total de 37 filmes que serão exibidos sempre com entrada franca em sessões com sistema de audiodescrição e closed caption (voltadas a deficientes visuais e auditivos, respectivamente).

O grande homenageado do evento em 2012 é o brasileiro Eduardo Coutinho, um dos mais importantes documentaristas da atualidade, seu trabalho é reconhecido pela sensibilidade e pela capacidade de ouvir o outro, registrando sem sentimentalismos as emoções e aspirações das pessoas comuns. Estão programados o clássico “Cabra Marcado Para Morrer” (1984), premiado no Festival de Berlim, “Santo Forte” (1999), um mergulho na intimidade de católicos, umbandistas e evangélicos de uma favela carioca, e “O Fio da Memória” (1991), mosaico sobre a experiencia negra no Brasil a partir da figura de um artista popular.

A programação traz um total de 37 filmes, incluindo vários títulos inéditos no circuito comercial brasileiro, como os longas-metragens “Hoje”, de Tata Amaral, e “O Dia Que Durou 21 Anos”, de Camilo Tavares. O documentário “O Dia Que Durou 21 Anos” revela documentos secretos que confirmam articulações de governos norte-americanos para a derrubada do presidente João Goulart, seguida pela instauração da ditadura militar brasileira (1964-1985). “Hoje”, por seu turno, aborda reflexos atuais de fatos ocorridos durante essa mesma ditadura e tem no elenco Denise Fraga e o ator uruguaio Cesar Troncoso. O filme foi o grande vencedor do Festival de Brasília, onde acumulou cinco premiações, inclusive de melhor filme e de melhor atriz.

Também inédito comercialmente no país, o colombiano “Chocó”, de Johnny Hendrix Hinestroza, foi lançado pelo Festival de Berlim deste ano e transformou-se em grande sucesso de público. A obra destaca os problemas do desemprego, do desalojamento e da violência doméstica.

Com sua estreia mundial também promovida pelo Festival de Berlim, o indicado oficial pelo Uruguai ao Oscar de Filme Estrangeiro “A Demora” mostra uma mulher, de família pobre, que não consegue internar seu idoso pai em um asilo e acaba tomando uma atitude drástica. Assinado pelo cultuado diretor Rodrigo Plá, o longa é inédito nas salas brasileiras.

Duas obras focalizam a lei Maria da Penha, que alterou o Código Penal Brasileiro, permitindo que agressores de mulheres no âmbito doméstico sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada: o média-metragem “O Silêncio das Inocentes”, de Ique Gazzola, e o curta “Maria da Penha: Um Caso de Litígio Internacional”, de Felipe Diniz. A lei leva o nome da biofarmacêutica cearense que ficou paraplégica após ser baleada pelo marido.

Na programação está ainda “Elvis & Madona”, longa vencedor do Prêmio da Associação de Correspondentes Estrangeiros (ACIE) nas categorias melhor ator (para Igor Cotrim, melhor atriz (para Simone Spoladore), melhor diretor (para Marcelo Laffitte) e melhor filme segundo o júri popular. O divertido enredo acompanha o envolvimento de uma travesti com uma jovem entregadora de pizza.

 Já “Batismo de Sangue”, dirigido por Helvécio Ratton, trata da participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar brasileira, no fim dos anos 1960. Adaptado do livro homônimo de Frei Betto, vencedor do prêmio Jabuti, o filme foi vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor fotografia no Festival de Brasília e tem no elenco Caio Blat, Daniel de Oliveira, Cássio Gabus Mendes e Ângelo Antônio.

Uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira/MinC e patrocínio da Petrobras, a Mostra tem o objetivo de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948,  exibindo filmes produzidos recentemente nos países sul-americanos, criando espaços para que produtores e demais profissionais do cinema possam divulgar seus trabalhos relacionados aos Direitos Humanos.

A iniciativa conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil, da Sociedade Amigos da Cinemateca e do Sesc. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Exibição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho. A coordenação e produção local em Goiânia é realizada pelo Icumam (Instituto de Cultura e Meio Ambiente).

Mais informações podem ser acessadas através do website: www.cinedireitoshumanos.org.br.

 

SERVIÇO:

7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Data: 14 a 19 de dezembro de 2012

Local: Cine Cultura – Sala Eduardo Benfica

Realização: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Patrocínio: Petrobras

Produção: Cinemateca Brasileira/Ministério da Cultura

 

ENTRADA FRANCA

 

Coordenação e Produção Local:

ICUMAM – Instituto de Cultura e Meio Ambiente

Contatos: Maria Abdalla

62 3218 3779 e 62 9972 7101

Assistentes: Joelma Paes e Osvaldo Lélis

62 9224 8166 e 62 8194 4175

producao@icumam.com.br

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Sobre Cine Cultura

O Cine Cultura é o espaço de referência em Goiânia quando o assunto é o CINEMA. Inaugurada no dia 15 de julho de 1989, a pequena sala batizada de Sala Eduardo Benfica, com 98 lugares, apesar de pequena, abriu as portas para uma história de cinema que tem sido escrita com grande força em seus anos de existência. Dirigido ao longo de grande parte de sua história por Antônio Segatti – importante diretor de fotografia de inúmeras produções cinematográficas em Goiás – o Cine Cultura se firmou como principal espaço de exibição de filmes não-comerciais, proporcionando ao público experiências que os cinemas ditos “comerciais” não se interessavam em promover. Hoje, com 89 lugares (sendo um espaço para cadeirante), o Cine Cultura acompanha um momento decisivo de transição pelo qual passa o cinema mundial no século XXI. A tradicional projeção em 35mm que acompanhou toda a história do nosso cinema vem agora aliada à tecnologia digital, proporcionando uma maior democratização de acesso a uma quantidade inimagináveis de filmes disponíveis no circuito exibidor brasileiro e mundial. Como cinema que privilegia o que de melhor se produz no cinema contemporâneo, o Cine Cultura se coloca como o principal espaço de difusão de filmes de Goiás, exibindo lançamentos importantes do circuito comercial, sem nunca deixar de promover festivais e mostras especiais, buscando oferecer para o público goianiense, uma programação ampla e democrática, transformando o nosso cinema num espaço de convivência, reflexão e debate aberto a toda a sociedade. Buscar uma relação mais próxima e afetiva com o público é o principal projeto do Cine Cultura. Estar em contato direto com as pessoas, ser um catalisador de experiências audiovisuais, de aproximação com a cultura e com a arte através do cinema, é o que motiva o Cine Cultura. A ideia é construir um intenso e fértil ambiente onde a paixão pelo cinema possa florescer, a partir do qual o cinema possa ser conhecido em sua totalidade, sem limitações. Assim o Cine Cultura pretende ser o lugar onde as pessoas, cada vez mais, possam enfim se render ao poder transformador da sétima arte.

Publicado em 11 de dezembro de 2012, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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